No início da imigração japonesa à Amazônia, as colônias se instalaram nos interiores, onde a terra era farta, porém isso causou alguns problemas como a falta de assistência médica. Por isso em 1954, através da Associação Ultra-Mar (órgão do governo japonês), foram iniciadas as primeiras atividades da Assistência Médica Móvel.
Em 1965, através do apoio do governo japonês, a execução da Assistência Médica Móvel coube a Beneficência Nipo-Brasileira da Amazônia, que desde então vem realizando um trabalho de prevenção e divulgação das doenças, assim como, o melhoramento da qualidade de vida das colônias espalhadas pelo interior, além é claro dos serviços de consulta médica, exames laboratoriais e outros exames (ginecológico, cardiológico, etc.). Tudo isso é realizado gratuitamente não só aos japoneses e seus descendentes, mas a população carente das localidades visitadas pela Assistência.
É um trabalho árduo, onde atualmente são empregados os esforços de uma equipe composta de 2 a 3 médicos, 1 enfermeira, 3 bioquímicos e 1 assessor, além de uma voluntária enviada pela JICA (Japan International Cooperation Agency) para realizar um trabalho especial junto aos anciões.
Desde que foi criada, a Assistência chegou aos estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Amapá, Maranhão e Piauí. Após a criação da Associação Nipo-Brasileira da Amazônia Ocidental, localizada em Manaus, as tarefas foram divididas, ficando os estados do Amapá, Maranhão, Pará e Piauí a cargo da Beneficência.
Em 1997, foi iniciada a Assistência Médica Móvel em Belém, através do Departamento do Serviço Social, onde é percorrido os bairros mais carentes através do apoio das associações dos moradores, que cedem o espaço para a realização da Assistência Médica. São feitas as consultas e marcada o retorno para análise dos exames e quando necessário é encaminhado os pacientes ao Hospital Amazônia para realização de exames complementares. Infelizmente, a precariedade das condições econômicas das pessoas atendidas, faz com que apenas o diagnóstico das doenças não seja o suficiente, por isso há também a distribuição de medicamentos aos mais necessitados. Dessa forma, a Assistência é realizada de forma completa, sem nenhum ônus aos pacientes, ou seja, tudo gratuitamente.